A 6º Bienal do Mercosul como todas as anteriores foi um sucesso. Os números finais do evento serão revelados no próximo dia 1º de Dezembro.
Mas o que chamou a atenção nesta edição do evento além, é claro, do excepcional projeto pedagógico foi o uso do Cais do Porto de Porto Alegre como a principal casa da Bienal.
O evento tem ocupado espaços junto a orla do guaíba desde a sua primeira edição, este o segundo evento no Cais do Porto:
- na primeira, as oficinas do DEPREC;
- na segunda, o pavilhão das tesouras e outros prédios do DEPREC;
- na terceira, a cidade de containeres ;
- na quarta, os armazéns A4, A5, A6 e A7;
- na quinta e sexta, os armazéns A3 e os outros quatro ocupados na quarta bienal.
Segundo o presidente da 6ª Bienal do Mercosul, Justo Werlang a paisage m que se pode enchergar do Cais é única. “A paisagem que dos armazéns se deslumbra, sendo as águas em movimento, a outra margem e as ilhas, a planície, o movimento dos navios e outras embarcações, isso me parece constituir um patrimônio do qual o cidadão foi apartado” afirmou o presidente.
O uso do Cais foi um dos destaques do evento justamente por usar este espaço em conjnto com a Feira do Livro de Porto Alegre. Dois eventos importantes da América Latina ocorrendo em um espaço esquecido muitas vezes pelos gaúchos e moradores da capital. O que traz a tona o assunto da revitalização do local. Assunto esse que foi discutido inclusive em uma das obras da bienal o Teatro do Chat.
Para werlang o uso do local como espaço cultural depende de muitos fatores. “A viabilidade econômica, a construção de soluções que gerem sustentabilidade, isto é algo bem mais complexo do que propor simplesmente um novo espaço cultural para a cidade. Considerando as soluções encontradas em outras cidades, creio que equipamentos culturais possam agregar valor ao mix de serviços que devem ser oferecidos por qualquer projeto que venha a ser implantado junto ao cais do porto”, afirma Justo.
1 Comentário
Novembro 23, 2007 às 7:30 pm
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