Outubro 19, 2007...2:53 am

Projeto Pedagógico Bienal do Mercosul

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A grande novidade deste ano na Bienal do Mercosul é o Projeto pedagógico. A estudante de artes plásticas da UFRGS, Carolina Mendoza, decidiu participar do projeto como complemento. Ela participou do curso de formação de mediadores que ocorreu de Abril a agosto onde todos os voluntários tiveram aulas sobre a arte contemporânea, a arte latino-americana e até expressão corporal além é claro de estudar cada uma das obras e artistas participantes da sexta edição da Bienal.

Após o curso os estudantes, agora mediadores, foram distribuídos em cada uma das obras do evento, com o objetivo de ajudar a reflexão e de tentar transmitir para o público que vai visitar as exposições a intenção do artista. Cada artista tem o seu mediador.

Foto AlunoNo caso da Carolina ela ficou entre os mediadores que ficam no espaço dedicado ao Projeto pedagógico, no cais do porto, onde ocorrem oficinas e sessões de vídeos para alunos de escolas que vão visitar a Bienal durante a semana e para o público em geral durante sábado e domingo. A estudante acredita que se de cada 100 estudantes que passarem pelas oficinas realizadas no cais do porto 1 sair de lá sensibilizada e com uma nova idéia sobre a arte o lucro já está ganho. Na foto você pode conferir o desenho do estudante da 8º série da escola Dvid Regiel Neto, de Eldorado do Sul.

A foto foi feita em cima da obra do artista venezuelano Juan Araújo, da mostra Zona Franca.O resultado final é uma apropriação da obra do artista feita pelo adolescente. Na realidade uma apropriação de outra apropriação, pois a obra de Juan já é uma apropriação do trabalho do também venezuelano Alejandro Otero, também com quadros expostos na mostra Zona Franca.

Eu participei de uma das oficinas da Bienal aonde deveríamos usar o sentido do tato e transforma-lo em visual. Para tanto o participante teria que ter os olhos fechados pegar um objeto numa sacola e depois desenha-lo no papel. Matheus, um dos mediadores que estavam realizando a oficina disse que o mais interessante é que mais de uma pessoa iria pegar o mesmo objeto e o desenho de cada uma dessas pessoas resultaria diferente. Foi o que aconteceu. Ao lado o desenho que realizei nesta oficina tentando reproduzir um pedaço de isopor após apenas tê-lo “visto” com o tato.

A jornalista Eliane Silveira que também estava na oficina definiu o momento como “muito interessante, pois o trabalho integrou pessoas de diferentes idades, permitiu que essas diferentes pessoas pensassem e discutissem sobre arte de forma prática”.

Segundo Beatriz Johannpeter, diretora de educação da 6ª Bienal do Mercosul, “o projeto pedagógico se antecipa e se expande, pensando a visita à exposição como uma das etapas de um importante processo educativo iniciado em 2006 e que prevê uma série de ações ao longo de 2007″. A programação completa das oficinas e sessões de vídeos podem ser conferidas no site da Bienal.

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